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Prejuízos da baixa ingestão de carboidrato para o atleta de endurance além da performance

1️⃣ Maior catabolismo muscular

• Durante treinos longos, a proteína muscular passa a ser usada como fonte de aminoácidos para gerar glicose.

• Isso leva à perda de massa magra, afetando força, economia de corrida e até a biomecânica.

• O catabolismo excessivo também aumenta a liberação de amônia e ureia, sobrecarregando fígado e rins.


2️⃣ Aumento do risco de lesões

• A proteína não serve só para músculo: também é essencial para colágeno, tendões e ligamentos.

• Com menor disponibilidade proteica para reparo, a regeneração tecidual fica comprometida.

• Isso pode resultar em microlesões acumuladas e maior risco de lesões crônicas.


3️⃣ Comprometimento imunológico

• Glicose é combustível para células do sistema imune.

• Déficit crônico de carboidrato reduz a função imunológica, aumentando risco de infecções respiratórias — muito comuns em atletas em períodos de treinos intensos.


4️⃣ Fadiga central e queda de função cognitiva

• O cérebro depende majoritariamente de glicose.

• Com gliconeogênese como fonte principal, há maior produção de amônia e outros subprodutos que aumentam a percepção de fadiga, lentidão mental e pior tomada de decisão — perigoso em provas técnicas ou de navegação.


5️⃣ Recuperação mais lenta

• Sem carboidrato suficiente no pós-treino, a reposição de glicogênio fica prejudicada.

• Isso reduz a capacidade de treinar forte no dia seguinte e afeta a supercompensação, limitando evolução.


6️⃣ Alterações hormonais

• Baixa disponibilidade de carboidrato pode reduzir níveis de T3 (hormônio tireoidiano ativo), testosterona e IGF-1.

• Isso desacelera metabolismo, prejudica síntese proteica e impacta saúde óssea a longo prazo.


📌 Em resumo:

Não é só perder velocidade — é entrar num estado crônico de desgaste, onde o corpo quebra proteína para sobreviver, reduz imunidade, aumenta risco de lesão e sabota a própria capacidade de evoluir no treino.

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