Prejuízos da baixa ingestão de carboidrato para o atleta de endurance além da performance
- Renata Popreaga

- 23 de set. de 2025
- 2 min de leitura
1️⃣ Maior catabolismo muscular
• Durante treinos longos, a proteína muscular passa a ser usada como fonte de aminoácidos para gerar glicose.
• Isso leva à perda de massa magra, afetando força, economia de corrida e até a biomecânica.
• O catabolismo excessivo também aumenta a liberação de amônia e ureia, sobrecarregando fígado e rins.
2️⃣ Aumento do risco de lesões
• A proteína não serve só para músculo: também é essencial para colágeno, tendões e ligamentos.
• Com menor disponibilidade proteica para reparo, a regeneração tecidual fica comprometida.
• Isso pode resultar em microlesões acumuladas e maior risco de lesões crônicas.
3️⃣ Comprometimento imunológico
• Glicose é combustível para células do sistema imune.
• Déficit crônico de carboidrato reduz a função imunológica, aumentando risco de infecções respiratórias — muito comuns em atletas em períodos de treinos intensos.
4️⃣ Fadiga central e queda de função cognitiva
• O cérebro depende majoritariamente de glicose.
• Com gliconeogênese como fonte principal, há maior produção de amônia e outros subprodutos que aumentam a percepção de fadiga, lentidão mental e pior tomada de decisão — perigoso em provas técnicas ou de navegação.
5️⃣ Recuperação mais lenta
• Sem carboidrato suficiente no pós-treino, a reposição de glicogênio fica prejudicada.
• Isso reduz a capacidade de treinar forte no dia seguinte e afeta a supercompensação, limitando evolução.
6️⃣ Alterações hormonais
• Baixa disponibilidade de carboidrato pode reduzir níveis de T3 (hormônio tireoidiano ativo), testosterona e IGF-1.
• Isso desacelera metabolismo, prejudica síntese proteica e impacta saúde óssea a longo prazo.
📌 Em resumo:
Não é só perder velocidade — é entrar num estado crônico de desgaste, onde o corpo quebra proteína para sobreviver, reduz imunidade, aumenta risco de lesão e sabota a própria capacidade de evoluir no treino.




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